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Ceará melhorou duas posições na lista dos estados com maiores taxas de mortes violentas intencionais. O ano passado foi o primeiro, desde 2012, que o Estado apresentou redução nos números anuais de crimes violentos letais intencionais (CVLIs), que incluem homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Desde 2011 que a posição do Ceará não melhorava no ranking nacional de crimes contra a vida. Com os dados divulgados ontem, o Ceará saiu da segunda para a quarta posição entre os estados com maiores taxa de mortes violentas intencionais. O maior salto na crescente de violência registrado pela pesquisa no Estado foi em 2012, quando a taxa de crimes violentos passou para 43,4 vítimas por 100 mil habitantes. No ano anterior, o índice era de 32,4 crimes. Naquele ano, o Ceará saltou da nona para a segunda posição entre os estados mais violentos do Brasil. E sustentou a posição por três anos seguidos. No período, apenas Alagoas teve índices piores de violência. Para conter o crescente aumento da criminalidade, desde agosto de 2015 o governador Camilo Santana (PT) implantou o Pacto por um Ceará Pacífico. A política opera com ações de acolhimento das populações mais vulneráveis e prevenção à violência. Para Marcos Silva, pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará (UFC), e professor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), é preciso enxergar os dados com cautela. O pesquisador ressaltou que, mesmo com a redução, o número de CVLIs no Ceará ainda é superior ao período em que a violência começou a crescer. “Essa taxa atual é altíssima. Ela vem numa crescente. Não voltou ao que era há quatro anos”, disse.
Conforme o pesquisador, as ações do Governo estadual podem ser responsáveis pela diminuição. Contudo, ele destacou que há a hipótese de que a redução seja resultado de tréguas entre organizações criminosas. “Essas taxas estão ligadas, claro, à ação do Estado, mas também há uma nova dinâmica da criminalidade, uma racionalização do crime”, disse. Considerando esse cenário, Silva aponta linha tênue entre o aumento e diminuição da criminalidade. “Qualquer evento catastrófico envolvendo o mundo do crime vai gerar aumento nos índices”, disse. Conforme dados divulgados pela Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o último mês de setembro teve a maior redução no número de homicídios dos últimos três anos. 

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