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Em quatro dias, desde que a gerente comercial Adriana Holanda denunciou a clonagem de seu carro e a prisão do suspeita de clonagem, ela recebeu mais 70 multas. Somadas às 376 recebidas durante 10 meses, a cearense já tem 446 multas emitidas por infrações no estado de São Paulo, que ultrapassam R$ 35 mil. Nesta segunda-feira (24), o veículo clonado foi apreendido pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), e a suspeita de ter clonado foi presa.

Segundo os policiais de São Paulo, a investigação começou quando eles viram a reportagem doG1 sobre o caso. Para chegar ao veículo clonado, os agentes fizeram um mapeamento dos locais onde as infrações foram registradas.

A principal prova considerada pela polícia paulista para o crime foi a adulteração do chassi. O carro apreendido foi roubado em Fortaleza em 2015. Quem dirigia o veículo era Givalda Tenório de Oliveira, de 37 anos. De acordo com os policiais, ela tem antecedentes criminais e estava de posse de um celular também roubado. Ao ser presa no carro com a placa clonada, ela disse que pertencia a um amigo. Apesar da prisão da suspeita de clonagem, Adriana não está livre dos problemas.

Agora, com a apreensão do carro, Adriana está mais tranquila, já que as multas vão parar. Mas a preocupação passou a ser outra: como o licenciamento do carro dela está prestes a vencer, ela só pode receber o novo documento depois de quitar as multas, que já superam R$ 35 mil. Se colocadas lado a lado, as multas cobrem todo o chão e a cama do quarto de Adriana.

Outra opção seria recorrer das multas mas, para isso, a representante comercial teria de ir até a cidade de São Paulo.

Recurso individual

De acordo com o Detran-SP, a única previsão em lei para anular uma multa é o recurso, que ela deve recorrer diretamente no órgão autuador. De todas as multas registradas no cadastro do veículo, apenas duas foram aplicadas pelo Detran, as outras foram de autuações de um órgão fiscalizador do trânsito da Prefeitura de São Paulo. Isso significa que Adriana terá que entrar com 446 recursos nos dois órgãos de trânsito e cada um deles será analisado individualmente.

Depois de fazer um cadastro para login de acesso, deve-se preencher, imprimir e assinar o formulário de defesa disponível na própria página. Após essa etapa, a condutora terá de digitalizar o formulário (por meio de scanner ou foto) e fazer o upload no portal do Detran.SP, anexando outros documentos (boletim de ocorrência e comprovante da apreensão do veículo em São Paulo, por exemplo) para a análise do recurso.

Ainda segundo o Detran paulista, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), cada órgão de trânsito é responsável por julgar recursos das autuações que registra. Então, a cidadã terá de procurar a Prefeitura de São Paulo, responsável pelas demais multas vinculadas ao veículo.

O caso

No dia 20 de outubro, a TV Verdes Mares mostrou o caso de Adriana, que acumula multas. Em nove meses, a gerente comercial Adriana Holanda recebeu 376 por infrações diversas, o que dá cerca de 42 multas por mês. Todas foram cometidas no estado de São Paulo e ela diz que nunca saiu do Ceará.

“O curioso é que as duas últimas foram por dirigir sem documentação e sem habilitação. Como o carro não foi apreendido?”, questiona. Como prova da clonagem, Adriana mostra uma fotografia feita pelo fotossensor que mostra diferenças entre os dois carros. O de São Paulo não tem o estepe traseiro e está com um amassado no canto esquerdo.

Ela conta que entrou em contato com o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, e a resposta que obteve foi a de que tinha de recorrer na capital paulista, contra cada uma das multas. O Detran do Ceará, por sua vez, disse que Adriana não procurou a instituição para tentar resolver a questão.

Fonte: G1 Ceará

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