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Ministério Público acompanha com preocupação o crescimento da Guardiões do Estado (GDE), que sistematizou processos e arrecadação mensal dos integrantes

Seguindo o exemplo das concorrentes provenientes do Sudeste, a maior facção criada no Estado demonstra uma pretensão de sistematizar a sua atuação. Exemplo disso é um estatuto atribuído ao grupo criminoso, ao qual o Jornal Tribuna do Ceará teve com acesso com exclusividade.

Apreendido pelas forças de segurança do Estado, o texto tem 15 artigos, que detalham diretrizes de funcionamento e ação da “Guardiões do Estado”. Também conhecida como GDE, a facção é responsável, por exemplo, por aquela que é considerada a maior série de ataques criminosos da história de Fortaleza, em abril último, quando 34 equipamentos públicos foram incendiados ou atingidos por tiros.

Ações do tipo são efeito prático de uma noção prevista no estatuto da facção, em seu artigo quinto. No trecho, consta que a “força” e a “união” da organização será usada em casos de “opressões” impostas pelo Governo ou quaisquer outros organismos que se posicionem contrários à “ideologia” ou à “luta” da GDE.

Já no artigo sétimo, é determinado que cada integrante da organização contribua financeiramente todos os meses com a facção. O intuito seria “fortalecê-la”, não deixando “desamparados” os “irmãos”.

O estatuto também indica a existência de uma cúpula, responsável pela “voz final” da facção. O “Conselho Superior” também ficaria responsável por uma espécie de “tribunal”, que julgaria ações que infringissem os princípios da organização. Faltas “gravíssimas”, prevê o artigo 11, podem ocasionar em expulsões. “Todos os membros que estiverem em liberdade devem sempre estar em sintonia e harmonia com os membros encarcerados”, estampa o artigo 10.

Fonte: Tribuna do Ceará

Confira o que diz o texto na íntegra:






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