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Segundo familiares, a professora Heley de Abreu Silva Batista, de 43 anos, já havia perdido o filho mais velho, afogado na piscina de um clube, há cerca de dez anos Foto: Tiago Queiroz/Estadão

'Ela amava todas as crianças como se fossem filhas delas', diz colega; Heley de Abreu Silva foi velada com caixão fechado

JANAÚBA - Considerada "heroína" em Janaúba, a professora Heley de Abreu Silva Batista, de 43 anos, morreu após tirar crianças do salão em chamas e lutar com o vigilante Damião Soares dos Santos, de 50, na manhã de quinta-feira, 5, na creche Gente Inocente, em Minas Gerais. Ela teve 90% do corpo queimado, que foi velado nesta sexta-feira, 6, com caixão fechado. 

Segundo familiares, Heley já havia perdido o filho mais velho, afogado na piscina de um clube, há cerca de dez anos. Ela deixou outros três filhos, um bebê de um ano e dois adolescentes, além do marido.

Com 90% do corpo queimado, a professora Heley foi velada com caixão fechado
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

"Ela amava todas as crianças como se fossem filhas delas", disse a professora Doralice de Abreu, de 65 anos. "Foi uma heroína. Nossa família é de professores e, quando assumimos uma sala de aula, damos a vida pelos alunos, no sentido figurado. Ela deu, de fato."

Segundo testemunhas, Heley tentava socorrer as crianças em meio ao incêndio, quando percebeu que o vigilante estava retornando ao local, com mais combustível. A professora, então, tentou impedir o criminoso.

Heley deixou outros três filhos, um bebê de um ano e dois adolescentes, além do marido
Foto: Tiago Queiroz/Estadão
"Pelo que falaram, ele disse: 'Se não quiser que as crianças morram, então vai morrer eu e você'. Depois, segurou ela e os dois queimaram", afirmou Doralice.

Fonte: Felipe Resk, Enviado especial de O Estado de S. Paulo a Janaúba (MG)



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