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André Puccinelli (PMDB) teria papel de comando da organização criminosa, segundo a Polícia Federal ( Foto: Agência Brasil )

Campo Grande. A Polícia Federal deflagrou, ontem, mais uma fase da Operação Lama Asfáltica para investigar um esquema de corrupção que pode ter desviado R$ 235 milhões dos cofres públicos em Mato Grosso do Sul. O ex-governador do Estado André Puccinelli (PMDB) e seu filho, André Pucinelli Júnior, foram presos preventivamente em Campo Grande e deverão ser levados para a Superintendência da PF em MS.

A investida tem como objetivo desbaratar uma suposta organização criminosa que direcionava licitações públicas e superfaturava contratos, além de fazer aquisição fictícia ou ilícita de produtos, financiamento de atividades privadas por empresas estatais e concessão de créditos tributários com vistas ao recebimento de propina por agentes públicos.

Os recursos desviados, segundo a PF, foram "lavados" por meio de um esquema sofisticado. A nova fase da investigação decorreu da análise de materiais apreendidos nas quatro etapas anteriores e dos depoimentos de colaboradores, que confessaram participação em crimes. Os valores repassados a título de propina, segundo a investigação, eram mascarados com diversos tipos de operações simuladas, de forma a dar falsa impressão de licitude ao aumento patrimonial dos envolvidos.

A PF informou que uma das novas formas descobertas da lavagem de dinheiro era a aquisição, sem justificativa plausível, de "obras jurídicas" por parte de empresa estatal e direcionamento dos lucros a integrante do grupo criminoso. Por isso, a fase da operação foi batizada de Papiros de Lama. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, seis de condução coercitiva e 24 de busca e apreensão.

Propinas

Puccinelli recebeu propinas em dinheiro vivo e mais R$ 20 milhões em doações eleitorais em troca de favorecer a JBS e outras empresas do grupo com incentivos fiscais, conforme investigação da Polícia Federal. Parte dos recursos teria sido recolhida em São Paulo e levada em caixas e mochilas por um suposto operador do peemedebista.

O pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda confessou ter atuado como gerente do esquema e "mula" do dinheiro pago ilicitamente, fazendo entregas ao peemedebista.

Segundo o delegado Cléo Mazzoti, as contas para os pagamentos ilícitos eram indicadas pelo próprio ex-governador.

A JBS teria pago em propinas o equivalente a 30% dos incentivos fiscais que recebia. Para a PF, Puccinelli tinha papel de comando na "organização criminosa". A reportagem não localizou representantes do ex-governador e de seu filho. Puccinelli governou o Mato Grosso do Sul de 2007 a 2015.

Fonte: Diário do Nordeste

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