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De janeiro a maio deste ano, cerca de 25 postos de revenda de combustíveis fecharam em São Luís e a guerra de preços, que contribuiu para uma queda significativa nos preços, principalmente da gasolina, pode ter sido o principal fator dessa quebradeira. A informação é do empresário Leopoldo Santos, proprietário da Rede Natureza e que é sondado para ser o novo presidente do Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis (Sindcombustíveis), cuja eleição terá sua data definida nesta segunda-feira (14). 

De acordo com o empresário, muitas empresas não suportaram a guerra de preços e foram desativadas ou então alugaram seus pontos de venda, porém quem aluga nem sempre consegue se manter e o resultado é este. Leopoldo alerta que outros 20 estão na corda bamba e podem fechar a qualquer momento. 

O efeito disto é aumento do desemprego, queda na arrecadação de tributos pelo Estado e outros danos, pois são afetadas também as transportadoras, os fornecedores das lojas de conveniência e tudo o mais que gira em torno de uma empresa. Ele estima que cerca de 300 postos de trabalho podem ter sido desativados com essa quebradeira. 

O empresário diz que, infelizmente, o mercado está contaminado por maus empresários, que fizeram uma concorrência nociva, não atendando para as consequências disso, pois qualquer pessoa que analisa o preço na distribuidora (média de R$ 3,57) e o praticado nas bombas (média de R$ 3,78 em São Luís) verificará que alguma coisa está errada, pois a margem de ganho está sendo de apenas R$ 0,21. 

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), Brasil tem um preço médio de R$ 4,22 o litro da gasolina, no Maranhão essa média fica em R$ 3,91, mas em São Luís há postos em que ela é vendida até por R$ 3,65, quase R$ 0,60 a menos da média nacional. 

Locação – Para Leopoldo Santos, a opção pelo aluguel do seu ponto de venda é uma estratégia mais cômoda, pois o empresário passa a ter uma renda fixa sem enfrentar os transtornos do mercado. O aluguel de um posto fica, na média, por R$ 15 mil, e muitos imaginam que é possível ganhar dinheiro suficiente para cobrir as despesas com energia, salários de empregados, impostos etc, remunerar o proprietário e ainda obter bom lucro, o que nem sempre ocorre. 

São Luís tem uma outra situação atípica nesse tipo de comércio, diz o empresário. Uma das principais distorções é o excesso de postos próximos uns dos outros, o que até pouco tempo atrás não era permitido, e isto favorece uma guerra de preços. Num trajeto de três quilômetros é possível encontrar mais de quatro postos e certamente não há mercado para todos. 

O empresário entende que o Sindicato não pode fazer muito para corrigir isto, pois o mercado é livre. Ele gostaria, no entanto, que cada revendedor passasse a fazer seus cálculos com mais atenção a fim de verificar se está realmente empreendendo ou apenas tumultuando o mercado. Para ele, a situação é confortável para o consumidor, mas isto pode ter um desfecho nada agradável para a economia do estado. 
Fonte: Maranhão Hoje


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