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90% dos alimentos que vêm de outros estados ainda não chegaram ao Ceará. Laranja, repolho e cenoura estão entre os alimentos que ainda resistem no mercado 

As Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa) recebem 50 mil toneladas de frutas e hortaliças por mês. Fonte de abastecimento da mesa do cearense, o fornecimento desses alimentos ficou prejudicado com as paralisações dos caminhoneiros, já que o transporte terrestre é o único meio de fazer esses produtos ao Ceará. 

A batata doce chegou a subir 221%. A uva e o maracujá também tiveram aumento considerável, 77,78% e 37,50% respectivamente. 

“Ontem (quarta-feira), nós deveríamos ter recebido 50 caminhões com laranja, 35 com abacaxi, 30 com tomate. Tudo isso provoca o desabastecimento e acarreta a menor oferta e o preço dispara”, disse Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa no Ceará. 

O Ceará produz 45% desses alimentos. Os outros 54% dependem de outros estados do país como Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo. 

“E como todo o nosso transporte é terrestre, com essa paralisação o produto não está chegando ao mercado. Só recebeu de fora 10%, faltam 90%. Nesse ponto, muitos produtos já sentiram no atacado e vão sentir na ponta do varejo em breve”, explicou Odálio Girão. 

Ainda de acordo com a Ceasa, muitos caminhões com frutas e verduras estão em barreiras a 500 km, 1.000 km de distância. O analista de mercado diz que a situação não deve ser normalizada com rapidez. 

“Se liberarem (as estradas) neste fim de semana, na segunda-feira o mercado ainda não estará abastecido. No regional, ainda tem muita produção na Ibiapaba, Baturité. Se houver paralisação por ali também, também vai afetar diretamente porque lá produz muita hortaliça tomate, couve-flor, além do maracujá, alface, cebolinha. Mas alguns produtos resistem por serem remanescentes de feiras anteriores. Laranja, cenoura e repolho são alguns deles.”, disse Odálio. 

Na mesa do consumidor 

A Jangadeiro FM entrevistou Nidovando Pinheiro, vice-presidente da Associação Cearense de Supermercados, sobre o impacto da greve dos caminhoneiros nos supermercados cearenses. Ele disse que o setor mais prejudicado tem sido o de frutas e verduras. Falou que já tem produtos com preços mais elevados, mas que deve ter acesso a uma pesquisa hoje por volta de meio dia pra saber quanto está o aumento médio. Citou a batata inglesa, como exemplo. Disse que ainda não faltam hortifruti, mas não estão mais recebendo. 

Sobre o abastecimento de carnes, frango e ovos, ele disse que por enquanto não há desabastecimento, mas os produtos que vêm do sul não estão chegando. Por enquanto, o mercado local está suprindo, mas ressalta que se a paralisação fechar ainda mais os acessos, a situação pode ficar complicada. 

Confira a tabela de variação de preços entre Abril e Maio de 2018




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