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Menino morreu afogado. Namorado relata discussão e mãe cita martelada em irmã 

A adolescente de 16 anos, suspeita de matar o próprio filho de 4 meses, tinha discutido com o namorado, um micro-empreendedor de 52 anos, na noite de domingo (3). A informação foi divulgada pela delegada Ana Virgínia Paim, da Delegacia Para o Adolescente Infrator (DAI), que está à frente do caso. 

De acordo com ela, a suspeita ficou com raiva depois de brigar com o companheiro. “Ela falou que foi dormir com raiva, porque o seu companheiro havia pedido para ela sair do computador para ir dormir, já que a criança ia para o pediatra na manhã desta segunda”, informa Ana Virgínia. 

Ainda segundo a delegada, a adolescente admitiu que jogou a criança no tanque de água por volta das 2h. "Ela acordou de madrugada, pegou o bebê dormindo, jogou a criança no tanque e depois ficou olhando ele se debater na água", comenta. Em seguida, conforme a investigação, a adolescente tampou o tanque e desceu para dormir. 

A suspeita, segundo a delegada, consegue contar o relato "tranquilamente". "Ela chorou enquanto prestava depoimento e disse estar arrependida, mas a percepção é que talvez ela esteja preocupada com as consequências do crime. Nada indica que ela tenha algum tipo de transtorno mental e, visualmente, nada leva a crer que ela fez algum uso de drogas ou bebidas", completa Ana Virgínia. 

Na manhã desta segunda, a adolescente, junto com a mãe, uma manicure de 38 anos, e o namorado da jovem prestaram depoimento sobre o caso. Ao CORREIO, a manicure lamentou o crime cometido pela filha. 

"Eu sou fraca de dinheiro, mas sei que dei o meu melhor na criação dela. Quando ela engravidou, eu dei apoio, porque o pai da criança não quis conta. Não sei por que ela fez isso, não sei mesmo", declara a manicure. 

"Queria que as pessoas entendessem que não tenho como sentir raiva dela, porque é minha filha. Eu gerei ela no meu ventre e jamais imaginaria que uma coisa dessas poderia acontecer", continua a avó do bebê, que autorizava a relação do micro-empreendedor com sua filha, menor de idade. 

A adolescente foi apreendida em flagrante e encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML), pela manhã, a fim de fazer exame de corpo de delito. 

DNA 

O namorado da adolescente, que é dono de uma lan house no bairro, foi quem achou a criança sem vida por volta das 6h. O bebê ainda estava no tanque de água, que fica na cobertura da casa. 

De acordo com ele, no final da manhã de domingo a suspeita saiu de casa para ir até a casa do pai da criança, na localidade de Pititinga, que fica no mesmo bairro. 

Ela, segundo o namorado da adolescente, foi até lá para ver questões relacionadas à pensão do bebê. "Ela chegou dizendo que o pai da criança tinha pedido o DNA, dizendo que o bebê não era dele", cita. 

Computador 

Ao chegar em casa, a adolescente almoçou com o namorado e depois ficou no computador até de madrugada. "Eu ainda avisei a ela para ir dormir, porque a gente ia levar o menino para tomar vacina hoje (segunda) de manhã, mas ela ficou no computador e eu fui deitar", conta o micro-empreendedor. 

Ao acordar, o namorado teria perguntado à adolescente sobre o bebê, mas ela não respondeu. Ele então foi até a cama improvisada onde a criança dormia, mas constatou que debaixo dos lençóis estava um pacote de fraldas. 

"Quando eu não achei o bebê, fui no carrinho, no banheiro, procurei em todos os cantos da casa, mas não achei. Aí subi pra cobertura e fui pra laje. Quando cheguei lá, abri a tampa do tanque e o bebê estava boiando na água", relata o micro-empreendedor. 

Ao perceber isso, ele conta que voltou para o quarto onde a jovem estava deitada. "Perguntei por que ela tinha feito isso com o bebê, mas ela só chorava. Eu a tranquei em casa e fui chamar a mãe dela", lembra ele. 

Confissão 

Ainda segundo o dono de lan house, a adolescente teria esperado ele dormir para cometer o crime. "Foi de madrugada e parecia que ela estava se preparando para fugir, porque eu encontrei dinheiro na roupa dela quando ela confessou. Ela me esperou dormir pra fazer isso, porque eu não ia deixar", detalha. 

A adolescente morava na casa com namorado há dois meses. Ela dividia um pequeno quarto com o namorado e com o filho. O bebê, que dormia em uma cadeira improvisada, teria tido uma pneumonia no primeiro mês de vida e, por isso, foi morar na casa do padrasto. 

"O bebê tinha ficado internado por causa de uma pneumonia e não podia ficar na casa da mãe dela (adolescente) porque as paredes de lá estão mofadas. Aí eu tirei ela e a criança de lá e trouxe pra cá. Eu tinha o bebê como um filho que eu não tive. Hoje mesmo eu ia dar um cercado pra ele", conta o micro-empreendedor. 

A adolescente estava se relacionando com o namorado desde os cinco meses de gestação. Eles se conheceram há dois anos, quando a adolescente começou a frequentar a lan house que o micro-empreendedor é proprietário. "A gente estava junto como homem e mulher desde quando ela tava grávida, porque o pai da criança só fez fazer", diz ele. 

Martelada em irmã e sequelas 

Antes de morar com o namorado, a adolescente vivia com a mãe e duas irmãs, uma de 7 e outra de 4 anos. A adolescente já tinha passagem pela DAI por tentativa de homicídio. Quanto tinha 14 anos, deu uma martelada na cabeça da irmã menor, que estava dormindo e, na época, tinha 2 anos. 

De acordo com a manicure, a adolescente teria ficado cuidando das irmãs enquanto ela saía para fazer faxina na casa de uma amiga."Eu saí e quando cheguei ela tinha dado uma martelada na cabeça irmã. Ela (adolescente) fugiu na hora de casa, mas depois do depoimento na polícia confessou que tinha agredido minha outra filha por causa de uma briga que a gente teve", explica a mãe da suspeita. 

Ainda segundo a manicure, a filha que foi atingida pela martelada ficou com sequelas e até hoje precisa fazer fisioterapia. "Minha outra filha ficou internada dois meses depois da martelada que ela deu. Na época, eu cheguei a levar (a filha adolescente) pra psicológo e pra igreja, mas parece que não adiantou muito", avalia a manicure. 

A avó do bebê afirma que conseguiu perdoar o que a filha fez há dois anos. E que, inclusive, teria pedido à adolescente para cuidar bem do bebê. "Eu falei a ela assim: 'se você não quiser ele, pode dar pra alguém, mas não faça maldade nenhuma'". 

A matéria não identifica os nomes das pessoas envolvidas em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), já que a mãe do bebê é menor de idade. 


Via Rede Nordeste


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