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Um homem de 60 anos foi preso por suspeita de pedofilia nesta segunda-feira (25) em Garça, no interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, José Luiz de Oliveira atuava como massoterapeuta voluntário em um projeto social de futebol do município, mas a organização nega a ligação. Além de massagens gratuitas, ele atraía os meninos em troca de presentes, como chuteiras, camisas de times e até dinheiro. 

"Depois de conhecer os meninos, ele os chamava para tomar um lanche na casa dele, levava os garotos para o quarto e dava até dinheiro em troca de favores sexuais", explicou a delegada Darlene Rocha Costa, titular da Delegacia de Defesa da Mulher, que investiga o caso. 

Segundo a polícia, as investigações tiveram início há 13 dias, depois de uma denúncia anônima. "Dois dias depois, fomos procurados pela mãe de um adolescente de 13 anos que é atendido no projeto. Ela leu mensagens trocadas entre o suspeito e o filho por uma rede social e resolveu denunciar. O primo desse menino tem a mesma idade dele e também é uma das vítimas", explicou a delegada. 

Após as denúncias, as investigações começaram e o homem teve a prisão temporária de 30 dias decretada, foi detido e confessou os crimes. Na residência dele, a polícia apreendeu uma chuteira infantil, igual as que ele havia dado para as vítimas, camisas de times de futebol, o aparelho celular de uma suposta vítima e preservativos. 

"Ele confessou os crimes e nos deu os nomes e idades de mais três vítimas. No total, já temos cinco vítimas, mas provavelmente esse número é ainda maior. As investigações continuam e agora estamos buscando por essas três vítimas citadas por ele", comentou 

Oliveira foi encaminhado para a cadeia de Barra Bonita, também no interior de São Paulo. Ele vai responder por estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição e pode cumprir pena de 25 anos de prisão, segundo a delegada.

Sobre o projeto social 

Segundo Eduardo Batista da Silva, responsável pelo CHG Projeto Vida de Garça, que funciona há quatro anos na cidade, Oliveira nunca fez parte do grupo de voluntários e as denúncias contra ele surpreenderam a todos. 

"Nós não tínhamos como desconfiar de nada porque ele nunca atuou aqui dentro, nossa relação com ele era muito distante. Ele só era procurado quando os meninos se machucavam. Como ele é muito bom profissional e muito conhecido aqui na cidade, na maioria dos casos, os próprios pais já o procuravam quando era preciso. Para nós, tudo isso foi uma surpresa bastante desagradável", lamentou Silva. 

O advogado do suspeito não foi encontrado para comentar o caso. 

Fonte: Fabiana Marchezi para o UOL 

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