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Entre as maiores fortunas estão o senador Eunício Oliveira e o deputado Adail Carneiro; novos candidatos também têm patrimônios milionários, como Eduardo Girão. 


Entre os políticos com cargos de governador, senador, deputado federal ou estadual candidatos à reeleição em 2018 no Ceará, 26 têm patrimônios milionários declarados à Justiça Eleitoral. A maior soma de bens é do senador Eunício Oliveira: R$ 89,2 milhões, que ultrapassa o total de bens de todos os seus adversários juntos. A relação entre poder econômico e poder político pode ser crucial nas chances de vencer uma eleição, pontua especialista. 

Ao Governo do Ceará, o candidato à reeleição Camilo Santana (PDT) aumentou seu patrimônio de R$ 534.576,65 em 2014, para R$ 795.403,25 em 2018. Nenhum de seus atuais oponentes ocupava cargo público. No Senado, Eunício Oliveira também é o único que busca reeleição. 

O detentor do maior patrimônio entre os atuais políticos cearenses aumentou seus ganhos em 147% desde que foi eleito para o Senado, em 2010, passando de R$ 36,7 milhões para R$ 89,2 milhões. Em 2014, quando disputou o Governo do Estado, o patrimônio era ainda maior: R$ 99 milhões. 

No Ceará, outros milionários que não postularam cargos públicos em 2014 estão disputando em 2018. São eles o candidato ao Governo General Theóphilo (PSDB), cujo patrimônio soma R$ 1,2 milhão; os candidatos ao Senado Bardawil (Podemos), com R$ 2,2 milhões; Cid Gomes (PDT), com R$ 1,5 milhão; e Eduardo Girão, R$ 36 milhões – o segundo maior patrimônio. 

Entre os deputados federais, são milionários Adail Carneiro (Podemos), R$ 13,1 mi; André Figueiredo (PDT), R$ 4,1 mi; Danilo Forte (PSDB), R$ 2,8 mi; Genecias Noronha (SD), R$ 18,8 mi; Leônidas Cristino (PDT), R$ 1,6 mi; Macedao (PP), R$ 17,9 mi; e Moses Rodrigues (MDB), R$ 3,2 mi. Um deles deixou de ser milionário nos últimos 4 anos, Aníbal Gomes (DEM), cujo patrimônio reduziu de R$ 2,8 mi para R$ 685 mil. 

Em âmbito estadual, são milionários os deputados Agenor Neto (MDB), R$ 1,8 mi; Antonio Granja (PDT), 1,09 mi; Audic Mota (PSB), R$ 1,3 milhão; Bruno Gonçalves (Patriota), R$ 1,1 mi; Dr. Sarto (PDT), R$ 2,1 mi; Ely Aguiar (DC), R$ 1,07 mi; Evandro Leitão (PDT), R$ 1,3 mi; Fernanda Pessoa (PSDB), R$ 1,9 mi; Gony Arruda (PP), R$ 2,7 mi; Heitor Férrer (SD), R$ 2,06 mi; Jeová Mota (PDT), R$ 1,3 mi; Leonardo Araújo (MDB), R$ 2,5 mi; Roberto Mesquita (Pros), R$ 6,1 mi; Sérgio Aguiar (Pros), R$ 1,3 mi; Walter Cavalcante (MDB), R$ 1,03 mi e Zezinho Albuquerque (PDT), R$ 1,8 mi. 

Outros dois deputados estaduais que vão concorrer a deputado federal também entrão na lista: Rachel Marques (PT), R$ 1,4 mi; e Robério Monteiro (PDT), R$ 3,3 mi. 
Poder político e econômico 

Na avaliação da cientista política Maria do Socorro Braga, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), quanto maior o poder aquisitivo, maior as chances de um candidato ser eleito e influenciar a eleição de aliados. 

Ela ressalta que a influência econômica se reflete na aproximação com outros partidos para aumentar o tempo de TV, na qualidade dos recursos publicitários e na possibilidade de formar equipe de trabalho em torno da candidatura. “No somatório de como isso chega lá na ponta, que é o eleitor, pode afetar as percepções do eleitorado e pode vir a ser um dos principais fatores na resolução desse voto”, pontua. 

Segundo a pesquisadora, a expectativa para as eleições de 2018 é de um aumento na taxa de reeleição, “porque nesse contexto deve prevalecer o candidato que já tem uma trajetória política e recursos de diferente natureza”, destaca. 

“Era de se esperar que esse uso do capital econômico fosse menor numa eleição em que o capital privado está proibido, mas temos as doações individuais. Então, o candidato, individualmente, pode se utilizar dos recursos que tem para favorecê-lo” 

Para Maria do Socorro, as relações deveriam ser mais equilibradas para garantir um mínimo de igualdade nas disputas. Em 2018, a Justiça Eleitoral determinou um teto de gastos menor que nos últimos anos para os candidatos, mas nem todos têm a mesma capacidade de arrecadação. 

No pleito atual, o máximo gasto deve ser de R$ 9,1 milhões para o Governo, R$ 3,1 milhões para o Senado, R$ 2,5 milhões paa deputado federal e R$ 1 milhão para estadual. 

“O que acontece muitas vezes é que maior parte dos eleitores não tem essa informação sobre o poder aquisitivo desses políticos. Em suas atividades, nas diferentes áreas em que ele atua, isso não é resultado só de salário, mas também de benefícios que ele ganha ao longo da carreira representando os interesses de diferentes grupos”, ressalta a especialista. 

Por Jéssica Welma/Tribuna do Ceará 

Confira o crescimento do patrimônios dos candidatos à reeleição:









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