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Suspeitos fugiram por um encanamento de água dentro de presídio na Grande Fortaleza — Foto: Ricardo Mota/TVD

Criminosos teriam usado túnel de escoamento de água para se esgueirar até a área externa do IPPOO 

Marcos Fernando Monteiro Marques, 31 anos, conhecido como Chico Chicó e acusado de pelo menos dez assaltos a bancos no interior do Ceará, fugiu do Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO) 2, em Itaitinga, na madrugada da última terça-feira, 18. Ele era a maior liderança da facção Guardiões do Estado (GDE) dentro da unidade prisional. 


Além de Chicó, outros três presos também escaparam – pelo menos um deles também exercia função de liderança na organização criminosa. 

Segundo informações preliminares, os criminosos teriam usado um túnel de escoamento de água das chuvas para se esgueirar até a área externa do IPPOO 2. Depois, escalaram um alambrado e, finalmente, saltaram a muralha, com ajuda externa. 

Das 15 guaritas do IPPOO 2, apenas duas tinham policiamento na hora da fuga. O local também estava mal iluminado, conforme relato de agente penitenciário. 

Ao longo de 2018, a direção do presídio solicitou pelo menos 200 lâmpadas de reposição para o setor, de modo a reduzir a sua vulnerabilidade. Somente oito foram adquiridas. 

Destinado a presos que cumprem regime semiaberto, o IPPOO vem recebendo internos do regime fechado desde as rebeliões de 2016. Com capacidade para 492 internos, ele tem hoje 1,2 mil presos. 

Chicó era um deles. Detido em novembro do ano passado pela Delegacia de Roubos e Furtos em Fortaleza (com ele foram apreendidos fuzis e drones), foi levado para a Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) de Caucaia, que é dominada pelo Comando Vermelho (CV). 

Naquele mesmo mês, por razões de segurança, o criminoso seria transferido para o IPPOO 2, uma das três penitenciárias que abrigam membros da GDE – as outras duas são a CPPL 2 e o Presídio Professor José Sobreira Amorim. 

Neste ano, Chicó já tinha tentado fugir outras vezes. Nenhuma, até agora, havia sido bem-sucedida. 

Procurada, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) informou que ainda apura o caso. A pasta não confirma a identidade dos presos que fugiram. 

Por Henrique Araújo / O Povo

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