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“Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém”. O juramento de Hipócrates fala sobre a importância de manter a ética e fazer o bem durante o exercício da medicina, porém alguns profissionais da saúde e estudantes de medicina e enfermagem não colocaram em prática o juramento que, desde do ingresso no mundo acadêmico, passaram a conhecer. Essa é a conclusão de uma investigação sigilosa desenvolvida, há dois meses, pelos Policiais da Delegacia Regional de Baturité. 

A investigação resultou na deflagração, na manhã da sexta-feira (10), da operação “Filhos de Hipócrates”, em alusão ao homem considerado o pai da medicina, que teve como objetivo desarticular um esquema criminoso de falsos médicos que atuavam em unidades hospitalares da região do Maciço do Baturité. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva, que resultaram em duas pessoas presas. Outros dois suspeitos seguem foragidos. Ainda durante a ação policial, o diretor clínico da Unidade Municipal de Pronto Atendimento (UMPA) de Baturité foi procurado para ser cientificado da decisão judicial, solicitada pela Polícia Judiciária, que o afasta de suas funções, ficando impedido de ter acesso ao órgão público. O homem não foi localizado e também segue sendo procurado para ser cientificado sobre a decisão judicial. 

O primeiro capturado trata-se de um acadêmico de enfermagem de 34 anos. Ele foi capturado no município de Paraipaba. Já o segundo alvo trata-se de um acadêmico de medicina de 20 anos de Fortaleza. Ele foi capturado em uma feira no Distrito de Aprazível, em Sobral. 

A Polícia Civil cumpriu os mandados nas cidades de Alto Santo, Fortaleza, Paraipaba, Sobral e Tabuleiro do Norte. 


Investigações 

Os alvos investigados são um acadêmico do 3º semestre de medicina, um enfermeiro e duas pessoas formadas em medicina no exterior, porém sem revalidação do diploma no Brasil, o que os impedem do exercício legal da profissão. As investigações apontam que o grupo atuou como equipe médica em plantões na UMPA de Baturité no período de 2017 a 2019. 

Conforme o delegado Joel Morais, titular da delegacia Regional de Baturité e responsável pelas investigações, as apurações tiveram início em novembro do ano passado após um outro homem, que não é alvo da ação policial realizada hoje, ser flagrado por acadêmicos de medicina tirando plantão em um hospital de Mulungu, cidade próxima à Baturité. Após ser acionada, a Polícia Civil iniciou as investigações e identificou parte dos envolvidos no esquema criminoso. 

Prisão paralela 

Um médico, também suspeito de participar do esquema, foi preso no último dia 11 de dezembro do ano passado e teve a prisão prorrogada, nessa quinta-feira (9), também por causa das investigações referentes à operação deflagrada hoje. A Polícia Civil investiga, em um inquérito separado, as circunstâncias da morte de um idoso que foi atendido por um médico credenciado, mas o profissional saiu do plantão em que estava e deixou alguém não habilitado em seu lugar. 

*A Polícia Civil não divulgou os nomes dos envolvidos para não comprometer as apurações policiais que ainda estão em andamento. 

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